Algumas verdades escondidas pelo 1° de Abril no Brasil
- Pedro Papastawridis

- há 21 horas
- 3 min de leitura
Chegamos ao fim do 1° trimestre de 2026 com um mundo marcado por instabilidades geopolíticas provocadas pelas ambições pessoais de Donald Trump, cada vez mais obcecado em escalar sua guerra econômica contra a China, ainda que isso custe a deterioração da própria economia americana e, por conseguinte, gere uma nova crise econômica mundial no curto prazo. Ceteris paribus, as ações militares que Trump vem promovendo contra o Irã também convergem perigosamente para um cenário com impactos morais e na política interna americana similares aos da guerra travada pelos ianques no Vietnã entre as décadas de 1950 e 1970.
Enquanto o tresloucado Trump abala o cenário inflacionário e o produto interno bruto (PIB) mundo afora com seus arroubos imperialistas, a sociedade brasileira vive anestesiada com os mandos e desmandos de Brasília, cada vez mais disfuncional e distanciada da realidade do eleitor-contribuinte que a sustenta. Mas recorder é viver e o Blog do Papa possui o dever moral de transparecer e reiterar algumas verdades que as forças políticas brasilienses, da extrema-esquerda à extrema-direita, tentam omitir de você, cidadão brasileiro!
Para começar, é preciso falar sobre os desdobramentos econômicos da empreitada de Donald Trump no Oriente Médio. Enquanto a claque de extrema-direita bate palmas para uma ação militar mal planejada de Trump no Irã, cujas probabilidades de mudança de regime em Teerã e na pacificação da região do Golfo Pérsico diminuem a cada dia, e os propagandistas de extrema-esquerda e esquerda sustentam que o Brasil está blindado em relação aos efeitos desse conflito, o diesel que a Petrobras importa para atender a demanda nacional disparou no mercado internacional e os impactos dessa escalada de preços no petróleo e em seus derivados já se refletem tanto na inflação de custos quanto na inflação de expectativas.
Para evidenciar que o conflito no Golfo Pérsico já está pesando no cotidiano do brasileiro, compare o preço dos combustíveis nos postos perto da sua casa hoje em relação aos preços praticados há dois meses, que logo perceberá que o discurso governamental a respeito dos impactos econômicos resultantes da Guerra no Irã não passa de lero-lero.
Uma outra verdade que tentam esconder do brasileiro médio é a de que a gastança do Poder Público ao longo dos últimos quatro anos não resultará numa bomba fiscal, e sim num "ciclo virtuoso" de crescimento econômico. Se você leu o artigo que este blog publicou em 03/02/2026 a respeito do rombo nas contas públicas (Bomba fiscal no Brasil e por que você deveria se preocupar com isso já!), logo entenderá que quase R$ 1 trilhão ao ano de déficit nominal exigirá muito em breve um arrocho fiscal que resultará em mais reformas no sistema previdenciário, em mais privatizações e em cortes profundos em políticas públicas essenciais, querendo ou não o próximo mandatário desta nação. Afinal de contas, a dívida pública já beira os 80% do PIB brasileiro, o risco de crédito do nosso país não é bom e os investidores institucionais estão cada vez mais receosos em financiarem dívidas soberanas de países emergentes.
Por último, não podemos esquecer dos malefícios que a "Agenda Woke" vem promovendo no tecido social brasileiro, ainda que o agitprop lulossupremista tente negar, relativizar ou, até mesmo, perseguir e oprimir quem denuncia os malefícios dessa agenda. Desde que o STF decidiu "se apropriar" de funções do Poder Legislativo para flexibilizar posturas em relação ao consumo da maconha, o que se vê Brasil afora é o narcotráfico cada vez mais capilarizado e estruturado política e economicamente. A narrativa woke de que liberar o "consumo recreativo" da maconha acabaria com o financiamento do crime organizado não passou de cascata e escudo para blindar o narcotráfico, na medida em que este passou a pulverizar e igualmente capilarizar a venda de maconha, com vistas a livrar traficantes da persecução penal. Bom para o Zé Droguinha, CV, PCC e os "amigos do Vorcaro", péssimo para a sociedade, que agora tem que aturar o cheiro fétido da Cannabis nas ruas do Leme ao Pontal, lidar com distúrbios e delitos resultantes do consumo desenfreado e impune desse entorpecente e viver sob a opressão oriunda da expansão do controle territorial do narcotráfico.
Feitas essas considerações, o Blog do Papa lamenta que o Brasil tenha se tornado uma mera "questão de narrativa predominante" por parte de quem é bancado com o dinheiro dos nossos impostos. Mas nada há de tão oculto que não seja revelado, nem de tão secreto que não venha a ser sabido, ainda que as forças políticas de Brasília e seus lacaios tentem mentir, omitir e/ou perseguir quem se opõe ao circo armado. Se Brasília tentar "coringar o Brasil", então todos nós vamos coringar!
Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!




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