Qual Brasil irá às ruas (e sairá delas) no próximo 04 de junho?

Com quase cinco meses de mandato presidencial concluído, Luiz Inácio Lula da Silva vem dando sinais de que, a exemplo de Jair Messias Bolsonaro, será um governo mais preocupado em governar para a própria torcida do que para a integralidade do povo brasileiro. Saiu o projeto de poder da “República de Rio das Pedras” bolsonarista, mas esse deu lugar a um lulopetismo com iguais pretensões ditatoriais alicerçadas em “aos amigos, tudo e aos inimigos, a Lei, os impostos e o rigor do STF”.
Enquanto isso, milhões de pessoas convivem com a fome, o desemprego e a informalidade. Em quase metade das unidades da federação, há mais beneficiários do Bolsa Família que trabalhadores com carteira assinada, o que aumenta o risco fiscal e o de quebra do sistema previdenciário a longo prazo, onerando o já elevado custo Brasil para pessoas e organizações que querem investir e produzir, na medida em que arcam com o crescente peso de um Estado dominado por interesses políticos fisiológicos e corporativistas.
Diante desse quadro e com o propósito de se contrapor a esse estado de coisas que vem transformando o Brasil num Absolutismo fantasiado de Estado Democrático de Direito, movimentos sociais de centro e de direita vêm promovendo nas redes sociais uma mobilização popular para o próximo dia 04 de junho. Sob o lema “Democracia, Liberdade e Justiça”, esses movimentos sairão às ruas no próximo domingo para reafirmarem a importância de um Estado Democrático de Direito em que o poder emana do povo, e não das cúpulas dos Três Poderes da República. Além disso, algumas pautas devem ser postas durante essas manifestações, dentre as quais podemos destacar:
O combate ao Projeto de Lei n° 2.630/2020 que, uma vez apropriado por interesses diversos do combate às fake news, passou a contar com mecanismos para turbinar a monetização de veículos de comunicação e a censura a conteúdos em redes sociais;
Repúdio às tentativas de o Poder Judiciário avançar sobre funções típicas do Poder Legislativo por meio de atos administrativos e decisões judiciais;
Repúdio à perseguição político-jurídica que agentes públicos em sentido amplo vêm sofrendo por apoiarem o combate à corrupção;
Repúdio ao alinhamento do Governo Lula com projetos ditatoriais e genocidas de países como Venezuela, Rússia, China e Nicarágua; e
Defesa da liberdade de expressão.
Contudo, a questão central a ser respondida no âmbito dessas manifestações programadas para o próximo dia 04 é qual Brasil pretende ir para as ruas nesse dia, uma vez que será esse Brasil que pautará os acontecimentos políticos subsequentes a curto e médio prazos.
Se o Brasil do próximo 04 de junho for o dos anos 2013, 2015 e 2016, é grande a chance de uma reconstrução socioeconômica e moral do nosso país tanto pelas ruas quanto pelas urnas em 2024 e 2026.
No entanto, se o próximo domingo for esvaziado, apropriado pela agenda da extrema-direita bolsonarista ou sabotado por infiltrados (caso dos Black Blocs em 2013), o que restará do nosso país nos próximos anos será o Brasil do:
Conchavo político entre Executivo e Legislativo;
Do acordão entre as cúpulas dos Três Poderes em benefício próprio e contra os opositores;
Do “café com leite” entre Lula e Bolsonaro para se alternarem à frente do poder;
Da benevolência do STF com aliados do establishment;
Do rigor do Xandaquistão contra quem se opõe ao establishment; e
Da burocracia e da alta carga tributária para sustentar as mamatas de agentes políticos e seus apadrinhados.
Não se omita em relação ao futuro do país e exerça sua cidadania plena no próximo dia 04 de junho! Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!




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