A era da censura com apoio das big techs começou!
- Pedro Papastawridis

- 3 de jul.
- 2 min de leitura
Quem acompanhou a cobertura das eleições nos Estados Unidos em 2024, percebeu um esforço de aproximação das big techs locais com Donald Trump na reta final das eleições locais. O resultado dessa aproximação acabou sendo positivo para ambas as partes envolvidas, pois Trump foi eleito Presidente pela segunda vez e as big techs começaram a desfrutar de uma série de benefícios que vão dos ganhos trilionários em valor de mercado até a ocupação gradual de espaços comandados pelo deep state ianque, caso das áreas de inteligência nacional e engenharia aeroespacial.
Hoje, esse grupo conhecido como "Magnificent Seven" (Apple, Microsoft, Alphabet/Google, Amazon, Meta/Facebook, Nvidia e Tesla) detém um poder tão grande em mãos, que é capaz de definir à revelia dos interesses dos Estados nacionais quem, quando e de que forma pode participar do ecossistema tecnológico que cada um desses grupos empresariais administra.
No caso brasileiro, ainda temos um agravante estrutural que se soma ao poderio do Magnificent Seven: o apetite à censura do aparato estatal brasileiro, não importando se quem está sentado na cadeira de Chefe de Estado é de esquerda, direita, centro ou diagonal. Afinal de contas, há anos que as forças políticas brasileiras desprezam a sociedade da qual se locupletam, enxergando o cidadão da base da pirâmide tão somente como um eleitor-contribuinte que deve ser controlado na base do pão, do circo e do medo. Para tanto, o poder paralelo do crime organizado e o destaque que se dá à questão da violência nos principais veículos de comunicação do país ajudam a potencializar a repressão da vontade popular mediante emprego do medo sobre ela.
Quando esse estado de coisas brasileiro se junta ao poderio econômico e aos recursos tecnológicos das big techs, o resultado é uma censura capaz de ocupar um território considerado intransponível há menos de uma década: a Internet. E é isso que vem acontecendo com força neste 2026 marcado por eleições presidenciais brasileiras sob as mais diversas denominações: moderação de conteúdo, proteção de direitos autorais, "red flags", etc.
Enquanto os Três Poderes discutem tecnofeudalismo em Lisboa, direita e esquerda brincam de teatro das tesouras e Elon Musk conquista o primeiro trilhão de dólares à custa de negócios com governos mundo afora e especulações no mercado de capitais, o povo é censurado por meio de pesados tributos, endividamento crescente, incitação ao vício (como vemos com a avalanche de publicidade de casas de apostas) e ausência de políticas públicas que promovam efetiva ascensão social. E se isso não for o bastante, a "moderação" das big techs e do crime organizado asseguram o silêncio do povo em benefício dos oligarcas de sempre.
Feitas essas considerações, o Blog do Papa reitera o título deste artigo, pois este segundo semestre de 2026 promete ser de muitas violações à liberdade de expressão no Brasil, sob o pretexto de proteger a democracia, a soberania e a higidez no mundo digital: a era da censura com apoio das big techs começou!
Um forte abraço a todos e fiquem com Deus!




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