Rejeição do Messias: quando a soberba precede a queda do lulossupremismo
- Pedro Papastawridis

- 1 de mai.
- 4 min de leitura
Quem acompanha e lida com lulopetistas no dia a dia desde que Lula foi eleito pela primeira vez à Presidência da República (2003-2006), sabe do caráter messiânico com que esse projeto autoritário de poder doutrina e disciplina seus quadros tecnoburocráticos e sua militância. Como pudemos observar desde 2003 no Brasil, esse papo de “luta do proletariado contra a burguesia” só serviu para os líderes desse movimento levarem uma vida nababesca à custa do sangue e do suor do eleitor-contribuinte e para os ideólogos da seita política em questão venderem livros, palestras e consultorias, enquanto a militância adestrada vive com pão e mortadela e o restante da população, com os tributos, a opressão e a perseguição dos aparatos estatal e paraestatal lulopetista.
Apesar do hiato de poder lulopetista durante o governo de Michel Temer (2016-2018) e o desgoverno Bolsonaro (2019-2022), a semente do projeto de perpetuação de poder de Lula e seus serviçais já estava posta e germinando, com a máquina pública loteada em todos os níveis por tecnoburocratas alinhados à seita lulopetista, com uma mídia mainstream que mais se assemelha a uma assessoria de comunicação sindical e com uma Corte Constitucional que se comporta como um colegiado de aiatolás, tratando a Constituição Federal de 1988 como uma mera questão de hermenêutica à luz do instituto do Estado de Coisas Inconstitucional importado do narcoestado colombiano.
Se Jair Messias Bolsonaro não tivesse contribuído com a soltura de Lula mediante acordão com os demais Poderes da República para neutralizar a Operação Lava Jato e o combate à corrupção sistêmica, talvez muitos de nós, cidadãos brasileiros, não estaríamos convivendo atualmente com a escalada da censura, da perseguição e da opressão estatal por abordarmos temas como: o assalto aos aposentados por meio de descontos indevidos em folha do INSS; a farra de Vorcaro e seus aliados nos Três Poderes contra o Sistema Financeiro Nacional e contra o mercado de capitais; e a imposição de uma Agenda Woke pela extrema-esquerda brasileira mediante agitação cultural, propaganda política e guerra identitária. Porém, Jair Messias não só ajudou a soltar Lula, como contribuiu com seu desgoverno para a eleição de Luiz Inácio. Ironicamente, hoje Bolsonaro está preso e vigiado pela turma da mesma pessoa que ajudou a soltar e a eleger.
Apesar do momento de crise de valores morais e da escalada autoritária em que o Brasil se encontra, ainda há alguma luz brilhando em meio à escuridão. E ela veio de onde menos se tem esperado, apesar dos milhões de votos e dos bilhões de reais que custa à população brasileira: do Congresso Nacional.
Após meses sendo cozinhado em fogo baixo pela Presidência do Senado Federal e bilhões de reais em emendas parlamentares liberados pelo Governo Federal, o indicado por Lula a Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o Procurador da Fazenda Nacional Jorge Messias, foi sabatinado pelos senadores na última quarta-feira (29/04/2026). Apesar da aprovação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (a CCJ), “Bessias” foi rejeitado no Plenário da Casa por 42 votos a 34, sendo a primeira vez na história da Constituição Federal de 1988 que um indicado a Ministro do STF foi rejeitado pelo Senado Federal.
Obviamente, o consórcio de poder Lula-STF logo foi tratando de relativizar a derrota de Messias no Senado. Desde quarta-feira à noite, têm surgido diversas narrativas na mídia mainstream (grande parte dela alinhada ao consórcio lulossupremista) e nas redes sociais a respeito do que levou à derrocada de Bessias, quase todas elas relacionadas ao estilo “conservador e lavajatista” (pasmem!) do indicado por Lula. Só faltou Lula e STF explicarem por que Jorge Messias havia estruturado na Advocacia-Geral da União (AGU) logo após os atos políticos de 08/01/2023 um órgão responsável por representar extrajudicialmente e judicialmente, por exemplo, contra quem opinava e publicava conteúdos que fossem de encontro às narrativas do Governo Federal.
A rejeição de Jorge Messias ao STF foi um pequeno passo para a sociedade brasileira, mas um grande passo rumo ao restabelecimento da ordem democrática que Lula, STF e o tal “Estado de Coisas Inconstitucional” vêm relativizando desde 08/01/2023, a pretexto de “defenderem a democracia e a soberania nacional”. Sabemos que essa turma não vai se calar, tampouco retroceder, pois é da natureza dos tiranos escalarem até subjugarem todos os que se oponham aos desígnios dos “líderes supremos”. Foi assim no Irã de 1980 em diante, está sendo assim na Rússia de Putin e na China de Xi Jinping e será assim no Brasil de Lula e STF, caso a sociedade brasileira opte por se acomodar e se ajoelhar perante o projeto de poder em curso. Contudo, a soberba precede a queda e a queda do projeto de perpetuação de poder lulossupremista é só uma questão de tempo, ainda que Lula sempre possa contar com seus dois Messias (Jair e Jorge).
Lembrem-se sempre, caros leitores: administrar é preciso e se administrar contra os inimigos que nos afligem, mais ainda!
Um forte abraço a todos, um excelente dia a todos os trabalhadores que tornam o mundo um lugar melhor para se viver e fiquem com Deus!




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